Sindicato dos Advogados do Interior Paulista

SindAdv – Em defesa da advocacia

MOVIMENTO VEM PRA RUA ADVOCACIA – Combate ao provimento 17/2013 da CGJ SP


Sexta, 9 de agosto de 2013  –  14:00  –   Praça em frente ao Foro João Mendes

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A busca da solução dos conflitos sociais é desejo da Sociedade, dos cidadãos e da
Advocacia. Mas nem sempre a rapidez é a eficiência. É desalentador para nós ver o Judiciário delegar serviços a particulares em troca do desafogamento do serviço que é e deveria ser dos Juízes.

O próprio CNJ é obrigado a ficar editando sumulas para corrigir os erros dos Cartórios nas questões já postas, como inventários, separações e divórcio. A Sociedade precisa entender que sem a orientação legal do advogado de sua confiança muitos direitos serão perdidos. Não vamos permitir calados essa afronta à Sociedade com o Provimento 17/2013 do CGJ do TJSP.

Dia 09/08/2013, às 14 hs, na Praça em frente ao Foro João Mendes, mostraremos nossa indignação e exigiremos que cada cidadão tenha direito à Justiça e não a um balcão de cartório. Contamos com sua presença.

https://www.facebook.com/events/212508302236628/

Prezados amigas e amigos,

  

Infelizmente, a advocacia se alegra com migalhas, com questões de pouca relevância, porque parece que nos tornamos irrelevantes, não é mesmo?

 

Que grande vitória tivemos nos últimos anos? Manutenção do horário de atendimento? Que caminho estamos trilhando para o futuro? O poço é fundo, será que estamos preparados?

 

Enquanto se comemora a manutenção do horário de atendimento, como se fosse uma grande vitória da advocacia, novo golpe é dado contra a advocacia.

 

Veja abaixo outro provimento do TJSP, anterior ao horário, mas muito mais perigoso. Referido provimento foi me repassado pela colega Rita Fascovsky.

 

Dois aspectos me chamaram a atenção.

 

O prejuízo à própria sociedade e sem pruridos, ao nosso mercado de trabalho.

 

Os Cartórios extrajudiciais são tão poucos, mas tem uma força incrível. Ademais, nós já esquecemos que temos força.

 

Observem que no art. 4º, parágrafo 1º, VI do Provimento exige-se o cumprimento às ordens vigentes.

 

Óbvio, mas quem irá, primeiro, dizer que a decisão tomada está de acordo com as leis vigentes e segundo, que a decisão tomada é a melhor dentre a doutrina e jurisprudência existente?

 

Se não há Juiz, se não há exigência da presença de advogado, repita-se: quem irá dizer que a questão está de acordo com as Leis, com a ordem social, coma  doutrina e jurisprudência?

 

A Justiça se esqueceu que sua função é solucionar e pacificar conflitos.

 

Desculpem, mas não é difícil arrumar a estrutura viciada. Falta vontade.

 

Afinal, o que querem os Juízes Estaduais julgar, já que resolveram selecionar? Só grandes questões?

 

Família, terras e propriedades já foram delegadas aos Cartórios.

 

É mais fácil se livrar do que é visto como direito menor.

 

Chegará a hora em que a Sociedade abrirá mão do Judiciário dos Estados já que ele está abrindo mão das questões que afetam as pessoas. Aqueles que foram para as ruas…..

 

Que falta de percepção. Continuam matando o doente sem curar a doença.

 

O Judiciário sem perceber está se elitizando querendo afastar as pessoas físicas para ficar só com direito Bancário, Empresarial, Falimentar, Comercial, etc.

 

Mas não podemos deixar a parte mais frágil da Sociedade ser enganada.

 

Via de regra, os Empresários não dão um passo sem advogado. Estão certos.

 

Mas e a camada social que cada vez mais deixa de buscar o advogado? Começou nas questões de Juizados. Quantas injustiças eu vi, pois não souberam como agir, como pedir, como se defender.

 

Eu estou cansada de ver essas iniqüidades para com a Sociedade.

 

Esse provimento não afeta minha banca de advocacia, mas me entristece.

 

O convívio da Sociedade com advogados ajudava a conscientização dos direitos.

 

Hoje estamos dispensados.

 

Claro que para a advocacia criminal, trabalhista e federal todas essas medidas são irrelevantes, pois não afetam seu mercado de trabalho.

 

Ainda……

 

Caminhamos contra o vento, temos documento, mas perdemos a cada dia a nossa identidade, perdemos a cada momento nosso espaço. Nossa voz está fraca, parece que estamos dopados!

 

Que pena!

 

Mutatis mutantis, diria: Basta dessa invasão na advocacia, em total prejuízo à Sociedade!

 

E se acharem essa manifestação corporativa demais, respondo: tudo é defesa de direitos, desde os 0,20 centavos até a imperiosa Reforma de Estado (não o que está sendo pregado).

 

Onde está o que foi o nosso Gigante (OAB)? Esse gigante continua adormecido, portanto: acorda tu que dormes!

 

Precisamos nos movimentar, falar, gritar. Vamos lotar a caixa postal do presidente da OAB/SP e Federal:  presidencia@oabsp.org.br e presidencia@oab.org.br

 

 Se nada fizerem voltamos a falar.

  

Abraços

 

ROSANA CHIAVASSA

 

  

Provimento CGJ N.º 17/2013

(Disponibilização: Quinta-feira, 6 de Junho de 2013 Diário da Justiça Eletrônico – Caderno Administrativo São Paulo, Ano VI – Edição 1429 )

 

 

 

Autoriza e implementa a mediação e a conciliação extrajudicial no Estado de São Paulo e insere o item 44.2, na Subseção I, da Seção III, do Capítulo XIII, do Tomo II, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça

O DESEMBARGADOR JOSÉ RENATO NALINI, CORREGEDOR GERAL DA JUSTIÇA, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS,

 

CONSIDERANDO que a os meios alternativos de solução de conflito, como a mediação e a conciliação, têm alcançados resultados expressivos;

 

CONSIDERANDO que é objetivo desta Corregedoria Geral da Justiça consolidar uma política pública permanente de incentivo e aperfeiçoamento dos mecanismos consensuais de solução de litígios;

 

CONSIDERANDO que compete à Corregedoria Geral da Justiça orientar e disciplinar os serviços prestados nas Serventias

Extrajudiciais do Estado de São Paulo, na forma do § 1º, do art. 236, da Constituição Federal;

 

CONSIDERANDO os propósitos e princípios instituídos pela Resolução nº 125, do Colendo Conselho Nacional de Justiça;

 

CONSIDERANDO a possibilidade de os notários e registradores prestarem serviços de mediação e conciliação que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis;

 

CONSIDERANDO que, conforme destacado na Resolução nº 125, do Conselho Nacional de Justiça, a conciliação e a mediação são instrumentos efetivos de pacificação social, solução e prevenção de litígios, e que a sua apropriada disciplina em programas já implementados nos país tem reduzido a excessiva judicialização dos conflitos de interesses, a quantidade de recursos e de execução de sentenças;

 

RESOLVE:

Art. 1º – Os notários e registradores ficam autorizados a realizar mediação e conciliação nas Serventias de que são titulares.

Art. 2º – A mediação e a conciliação ocorrerão em sala ou ambiente reservado discreto nas Serventias dos titulares de delegação, durante o horário de atendimento ao público.

Art. 3º – Apenas direitos patrimoniais disponíveis poderão ser objeto das mediações e conciliações extrajudiciais.

Art. 4º – Podem atuar como mediador ou conciliador o titular da delegação ou seu preposto expressamente autorizado.

§ 1º – O mediador e o conciliador observarão os seguintes princípios:

I – Confidencialidade – dever de manter sigilo sobre todas as informações obtidas, salvo autorização expressa das partes, violação à ordem pública ou às leis vigentes, não podendo ser testemunha do caso, nem atuar como advogado dos envolvidos, em qualquer hipótese;

II – Decisão informada – dever de manter o usuário plenamente informado quanto aos seus direitos e ao contexto fático no qual está inserido;

III – Competência – dever de possuir qualificação que o habilite à atuação, observada a reciclagem periódica obrigatória para formação continuada;

IV – Imparcialidade – dever de agir com ausência de favoritismo, preferência ou preconceito, assegurando que valores e conceitos pessoais não interfiram no resultado do trabalho, compreendendo a realidade dos envolvidos no conflito e jamais aceitando qualquer espécie de favor ou presente;

V – Independência e autonomia – dever de atuar com liberdade, sem sofrer qualquer pressão interna ou externa, sendo permitido recusar, suspender ou interromper a sessão se ausentes as condições necessárias para seu bom desenvolvimento, tampouco havendo dever de redigir acordo ilegal ou inexequível;

VI – Respeito à ordem pública e às leis vigentes – dever de velar para que eventual acordo entre os envolvidos não viole a ordem pública, nem contrarie as leis vigentes;

VII – Empoderamento – dever de estimular os interessados a aprenderem a melhor resolverem seus conflitos futuros em função da experiência de justiça vivenciada na autocomposição;

VIII – Validação – dever de estimular os interessados perceberem-se reciprocamente como serem humanos merecedores de atenção e respeito.

Art. 5º – Podem participar da mediação ou conciliação, como requerente ou requerido, a pessoa natural capaz e a pessoa jurídica.

§ 1o – A pessoa natural poderá se fazer representar por procurador devidamente constituído.

§ 2º – A pessoa jurídica e o empresário individual poderão ser representados por preposto, munido de carta de preposição com poderes para transigir, sem haver necessidade de vínculo empregatício.

§ 3º – Deverá ser exigida da pessoa jurídica a prova de representação, mediante exibição dos seus atos constitutivos.

Art. 6º – O requerimento de mediação ou conciliação pode ser dirigido a qualquer notário ou registrador independentemente da especialidade da Serventia Extrajudicial de que é titular.

Parágrafo único – Admite-se a formulação de requerimento conjunto firmado pelos interessados.

Art. 7º – Ao receber, por protocolo, o requerimento, o notário ou o registrador designará, de imediato, data e hora para a realização de sessão reservada na qual atuará como mediador ou conciliador, e dará ciência dessas informações ao apresentante do pedido, dispensando-se nova intimação.

§ 1º – A cientificação do caput recairá na pessoa do apresentante do requerimento, ainda que este não seja o requerente.

§ 2º – A distribuição do requerimento será anotada no livro de protocolo conforme a ordem cronológica de apresentação.

§ 3º – Os notários e os registradores poderão exigir depósito prévio dos valores relativos aos emolumentos e das despesas pertinentes aos atos.

§ 4º – Ao apresentante do requerimento será dado recibo do protocolo e de todos os valores recebidos a título de depósito prévio.

Art. 8º – A exclusivo critério do interessado na intimação da outra parte, esta se dará por qualquer meio idôneo de comunicação, como carta com AR, meio eletrônico ou notificação feita por Oficial de Registro de Títulos e Documentos da comarca do domicílio de quem deva recebê-la.

§ 1º – Caso o interessado opte por meio eletrônico, não serão cobradas as despesas pela intimação.

§ 2º – O custo do envio da carta com AR não deverá ser superior ao praticado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e o custo da notificação por Oficial de Registro de Títulos e Documentos será o previsto na Tabela III anexa à Lei Estadual nº 11.331/2002.

§ 3º – É dever do notário ou registrador informar o requerente sobre os meios idôneos de comunicação permitidos e seus respectivos custos.

Art. 9º – São requisitos mínimos do requerimento de mediação ou conciliação:

I – qualificação do requerente, em especial o nome ou denominação social, endereço, telefone e e-mail de contato, número da carteira de identidade e do cadastro de pessoas físicas perante a Secretaria da Receita Federal, se pessoa física, ou do cadastro nacional de pessoa jurídica;

II – dados suficientes da outra parte a identificá-la e intimá-la;

III – a indicação do meio idôneo de intimação da outra parte;

IV – narrativa sucinta do conflito e, se houver, proposta de acordo;

V – outras informações relevantes, a critério do requerente.

§ 1º – Após o recebimento e protocolo do requerimento, se o notário ou registrador, em exame formal, reputar ausente alguma das informações acima, poderá intimar o requerente, preferencialmente por meio eletrônico, para prestar esclarecimentos no prazo de 10 dias, após o qual, em caso de inércia, o pedido será arquivado por desinteresse.

§ 2º – Para os fins do caput, os notários e registradores poderão disponibilizar aos usuários, pela rede mundial de computadores ou presencialmente, um formulário padrão.

§ 3º – Cabe ao requerente oferecer tantas cópias do requerimento quanto forem os requeridos, caso não opte pelo meio eletrônico como forma de intimação.

§ 4º – São de inteira responsabilidade do requerente os dados fornecidos relacionados no caput.

Art. 10 – O requerente poderá a qualquer tempo solicitar, por escrito ou oralmente, a desistência do pedido, independentemente da anuência da parte contrária.

§ 1º – Solicitada a desistência, o requerimento será arquivado pelo notário ou registrador em pasta própria, não subsistindo a obrigatoriedade de sua conservação quando for microfilmado ou gravado por processo eletrônico de imagens.

§ 2º – Presume-se a desistência do requerimento sempre que o requerente deixar de se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias ou em outro estabelecido pelo notário ou registrador.

Art. 11 – Observado o meio idôneo de comunicação escolhido pelo requerente, o notário ou registrador remeterá cópia do requerimento à outra parte, esclarecendo desde logo que sua participação na sessão de mediação ou conciliação é facultativa, e concederá prazo de 10 (dez) dias para, no caso de não poder comparecer à sessão designada, indicar nova data e horário.

§ 1º – Para a conveniência dos trabalhos, o notário ou o registrador poderá entrar em contato com as partes até encontrar data comum para a sessão de mediação ou conciliação.

§ 2º – O não comparecimento de qualquer das partes implicará o arquivamento do requerimento.

§ 3º – Não se aplica o § 2º quando cumulativamente estiverem presentes os seguintes requisitos:

I – pluralidade de requerentes ou de requeridos;

II – comparecimento de ao menos duas pessoas com o intuito de transigir; e

III – o notário ou o registrador identificar formalmente a viabilidade jurídica de eventual acordo.

§ 4º – A fim de obter o acordo, o notário ou registrador poderá designar novas datas para continuidade da sessão de conciliação ou mediação.

Art. 12 – A contagem dos prazos será feita na forma do art. 132, caput e § 1º, do Código Civil.

Art. 13 – Obtido o acordo na sessão reservada, o notário ou o registrador (ou seu substituto) lavrará o termo de mediação ou conciliação que, depois de assinado pelas partes presentes, será arquivado no Livro de Mediação e Conciliação.

§ 1º – O notário ou registrador fornecerá única via nominal do termo de mediação ou conciliação a cada um dos requerentes e requeridos presentes à sessão, que também o assinarão, a qual será considerada documento público e terá força de título executivo extrajudicial na forma do art. 585, II, do Código de Processo Civil.

§ 2º – Não terá força de título executivo extrajudicial a certidão de quaisquer dos atos ocorridos durante a mediação ou conciliação, inclusive o traslado do respectivo termo.

Art. 14 – Não obtido o acordo ou em caso de desistência do requerimento, o procedimento será arquivado pelo notário ou registrador, que registrará essa circunstância no livro de Conciliação e Mediação.

§ 1º – Em caso de arquivamento sem acordo, o notário ou registrador restituirá ao requerente o valor recebido a título depósito prévio, observadas as seguintes escalas:

I – 90% do total recebido, se o arquivamento ou seu pedido ocorrer antes da sessão de mediação ou conciliação;

II -50%, quando infrutífera a sessão de mediação ou conciliação; e

III – 40%, quando a sessão de mediação ou conciliação, depois de iniciada, teve de ser continuada em outra data.

§ 2º – Os valores pagos para suportar as despesas de intimação não serão restituídos em qualquer hipótese, salvo quando o requerente desistir do procedimento antes de a Serventia realizar o gasto respectivo.

Art. 15 – É vedado ao notário ou registrador receber das partes qualquer objeto ou quantia, exceto os valores relativos às despesas de intimação e aos emolumentos em conformidade com o art. 17.

§ 1º – Os documentos eventualmente apresentados pelas partes serão examinados e devolvidos a seus titulares durante a

sessão de mediação ou conciliação.

Art. 16 – Os notários e registradores observarão os prazos mínimos de arquivamento de 3 (três) anos para os documentos relativos à conciliação ou mediação.

Parágrafo único. Para os documentos microfilmados ou gravados por processo eletrônico de imagens não subsiste a obrigatoriedade de sua conservação.

Art. 17 – Para efeitos de cobranças de custas e emolumentos, aplica-se às mediações e conciliações extrajudiciais o disposto no item 1.6, das notas explicativas, da tabela de custas e emolumentos das Serventias de Notas, independentemente da especialidade da Serventia Extrajudicial escolhida pelo interessado.

Art. 18 – Fica inserido o item 44.2, na Subseção I, da Seção III, do Capítulo XIII, do Tomo II, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, no seguintes termos:

44.2. – Os notários e registradores que optarem por prestar serviços de mediação e conciliação possuirão, ainda, o Livro de Mediação e Conciliação.

§ 1º – O Livro de Conciliação e Mediação poderá ser escriturado em meio eletrônico e o traslado do termo respectivo poderá ser disponibilizado na rede mundial de computadores para acesso restrito, mediante a utilização de código específico fornecido às partes.

Art. 19 – Os notários e registradores que optarem por prestar serviços de mediação e conciliação deverão comunicar, previamente e por escrito, o respectivo Corregedor Permanente.

Art. 20 – Este Provimento entra em vigor 30 (trinta) dias após a data de sua publicação.

São Paulo, 05 de junho de 2013.

 

 

(a) JOSÉ RENATO NALINI

Corregedor Geral da Justiça

 

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Publicado em julho 31, 2013 por em Uncategorized.
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